A Humanidade está cada vez mais desumanizada!
Falta empatia. Sobra polarização. Estamos mais embrutecidos.
Percebemos isso nos debates entre políticos, nos confrontos pessoais no trânsito, nas filas, nos relacionamentos afetivos e sociais desgastados pelo narcisismo. O diálogo, quase sempre, é substituído pelo monólogo manipulador, agressivo e brutal.
Ao despojar o interlocutor dos seus direitos e de sua humanidade para validar uma ideologia massacrante, o agressor acaba por desumanizar a si mesmo, não se permitindo ao raciocínio crítico e alteritário. Estamos nos tornando, cada vez mais, ilhas em um conturbado oceano de incompreensão, onde o medo desfaz pontes de entendimento e respeito pelo divergente.
O processo de reversão dessa desumanização passa pelo resgate da nossa sensibilidade. Perdemos o calor do afeto e a profundidade do silêncio conciliador das emoções. Precisamos sentir o outro não como um "inimigo" ou algo imprestável, mas como um espelho de nós mesmos.
Um espelho que nos leve a avaliar sensata e racionalmente atitudes e gestos agressivos através de uma urbanidade empática, gentil, educada e respeitosa. Sem o orgulho ferido dos narcisistas que se imaginam "seres à parte no reino animal em evolução".
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